Terceiro dia
Fui a Montmartre procurar a Audrey Tatou. Logo na chegada, vi o Moulin Rouge – extremamente sem graça. Depois, visitei o Musée de l'Erotisme – extremamente sem graça e com música ambiente brega, tipo Mariah Carey. Subindo a rue Lepic, encontrei o Café des Deux Moulins, onde a Amélie trabalhou no filme. Entrei para conversarmos, mas acho que ela mudou de emprego. Comi um hamburger, ao invés de alguma coisa francesa. A garçonete era muito prestativa.
Subi dez mil degraus até chegar no topo do bairro e à igreja do Sacre Coeur. A vista parece deslumbrante, mas as nuvens me proibiram de apreciar mais. O tempo esteve nublado hoje. Desci dizendo "merci" repetidas vezes para os negões que vendem fitinhas na escadaria. Peguei o metrô e cheguei na rue Saint-Honoré, onde vi algumas lojas, incluindo a do post abaixo. Andando achei a Place Vendôme com suas lojas caras e a torre feita com o metal dos canhões apreendidos pelas tropas napoleônicas.
Por magia, a Ópera surgiu atrás de uns prédios e fui vê-la. Estava fechada para visitação naquele horário. Enrolei na Printemps e na Galleries Lafayete, duas lojas de departamento enormes que vendem roupas muito mais caras que na C&A. Passei na Fnac e comprei CDs pois o meu não funcionava e tomei café no Starbucks enquanto um cara do sexo masculino fazia questão de lançar olhares. Fiquei incomodado.
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