Are you French?
Logo cedo, umas onze da manhã, fomos eu e Flávia à SEF (Secretaria de Estrangeiros e Fronteiras) porque disseram que teríamos de ir lá. Alguém disse em algum lugar, na verdade. Chegando ao prédio próximo ao hostel, descobrimos que o órgão se mudou para a Loja do Cidadão (tipo um Poupatempo) próxima ao Estádio do Dragão.
Lá chegando, a mulher disse que não precisamos fazer nada. Aproveitei para perguntar sobre o visto pois o meu acaba antes da data marcada pra minha volta. A resposta dela foi a mesma da mulher do consulado em São Paulo: é errado, mas não vai dar problema. A conferir. Uma solução seria pedir a extensão do visto, mas para isso eu teria de estar matriculado pro próximo semestre...
Fomos no apartamento e encontramos a Marianne. Ela tinha ido ontem a uma festa da Brasup no Piolho e nos contou que havia uma roda de pagode. Tentou fugir o mais rápido possível e já experimentou o sistema de ônibus noturnos na volta pra casa.
Pegamos o autocarro (tradução: ônibus) errado e passamos a tarde andando por lugares desconhecidos. Não foi necessariamente legal pois ficamos no ônibus durante uns quarenta minutos. Nesse momento decidimos descer e pegar a linha que retornava, mas tivemos de ficar no ponto durante meia hora. Bizarro. Ainda tivemos de pagar 1,30 euros porque nossos Andante não serviam naquela região.
Pelo menos descobri a existência dum serviço bacana: você envia o nome da paragem (tradução: ponto) em que você está, via SMS, prum número na placa e recebe uma mensagem no celular dizendo quanto tempo falta pro autocarro chegar.
Indo à FEP, entreguei o documento que me deram na reitoria e já recebi a senha para aceder (tradução: acessar) à internet gratuitamente. Parece que o prédio fica aberto praticamente 24 horas com os computadores disponíveis! Não são muito bons, mas para isso também existe a rede wi-fi.
Comi picanha num shopping! Seis euros. Isso é extremamente difícil de encontrar por aqui. Os portugueses comem basicamente peixe e porco, sempre acompanhado de batata ou, algumas vezes, arroz. Alguns restaurantes oferecem combinados "brasileiros", que envolvem alguma carne vermelha, arroz, feijão preto e... abacaxi. Fora isso, come-se tripas à moda do Porto, sopas variadas, francesinhas, sandes, fêveras, pregos.
Para a sobremesa, pastéis de nata (também conhecidos como pastéis de Belém, mas acho que só se chamam assim naquela cidade), bolos e "delícias de chocolate". As delícias também devem ser outra coisa, pois já vi salada de delícia.
Por falar em Brasil, o Diário Económico, tipo o Valor daqui, fala das terras de Cabral a cada duas páginas. Eles (ou as empresas deles) se importam demais conosco. As matérias geralmente envolvem alguma coisa da Portugal Telecom ou do Sonae (as duas empresas mais importantes daqui) ou então falam do Itaú, que é um dos donos dum banco deste resto de Europa.
Ao voltar pro hostel, o diálogo bizarro do dia foi com a garota da cama abaixo da minha. Ela chegou pra mim perguntando "Are you French?". No fim das contas, aquela cliente da Caixa que me disse que eu parecia francês não estava errada.
2 comentários:
(dedinho em riste)
- Oi, eu sou o Elder. Eu de fato pareço francês.
hahahahahahahaha
qual eh a novidade.. nao vamos cair nessa historia! qdo eh que vc vai catar alguma francesa hein?!
Olivia
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