Domingo chuvoso
Domingo chuvoso no Porto. Pela manhã, o Mac da recepção tocava Chico Buarque, João Gilberto e... Raul Seixas. Acabamos saindo assim mesmo, com uma neblina que mais parecia a Londres antiga, pois não há muito o que se fazer dentro do hostel.
Fomos na estação São Bento, com paredes cheias de azulejos antigos, na igreja da Sé, cuja construção se iniciou no século XII, e caminhamos pela parte mais alta da ponte D. Luís I num momento em que ventava muito. Chegamos a Vila Nova de Gaia, a cidade do outro lado do rio Douro, e voltamos de metrô (lê-se métro).
By the way, o metrô aqui é meio de quinta. Os trens são bonitos e confortáveis, mas é... um bonde superdesenvolvido. Ele realmente passa em trilhos no meio da rua e as pessoas atravessam as vias. As estações não têm catracas! Você precisa validar seu cartão Andante em máquinas iguais às dos ônibus paulistanos.
Hoje também foi dia de referendo aqui em Portugal. Eles estão votando sobre a descriminalização do aborto. Junte-se a isso o domingo, o frio e a chuva e as ruas estavam vazias. O centro velho da cidade me lembra o centro de uma cidade interiorana, com calçadões e lojas.
O fato que me deixou preocupado é que o Porto tem TRÊS cinemas (com umas dez, quinze salas no total). Em Gaia tem um UCI com vinte salas, mas parece ser num lugar inacessível. Isso porque a cidade foi escolhida a capital européia da cultura há uns anos. Mais cultura: diz a lenda que existem várias galerias de arte – não confundir com museus ou pinacotecas, parece ser uma coisa mais Vila Madalena. Também ainda não fui apresentado à cena teatral, quanto mais à underground, mas, pelo que li no jornal, parece haver umas companhias interessantes.
Vou perguntar essas coisas pra menina da recepção que tem cabelo estranho, óculos de aro preto e ontem ouvia Radiohead.
Um comentário:
Três cinemas!!! É quase cidade do interior.
Postar um comentário