Iconoclastia barata
You can crush usEstou na Europa há três semanas, mas outro dia já estava pensando sobre "a Europa dos nossos sonhos". Explico. No Brasil, do outro lado do oceano, sempre ficamos pensando e imaginando como será esta parte do planeta – o primeiro mundo, o lugar onde o ocidente como o conhecemos se desenvolveu etc.
You can bruise us
Yes, even shoot us
But oh-the guns of Brixton
Tentava prever qual seria minha reação ao ver de perto alguns ícones, sendo o mais emblemático deles a Torre Eiffel. Pois bem, conto como vi a tal Torre pela primeira vez: uma pontinha ao longe. Não parece muito emocionante e realmente não foi. Então conto como a vi de perto: andando pelo Quai Branly, virei uma esquina e estava bem aos seus pés. A reação automática foi pensar "então é ela?", e a segunda reação foi "é bonita". Sem choros, soluços ou arrepios.
Ao me aproximar de Londres também comecei a procurar ícones. O primeiro deles foi a placa de uma estação: Brixton. "The guns of Brixton", música do Clash, foi a ligação. Depois, o prédio do HSBC em Canary Wharf (ok, não é um ícone) e, por fim, a London Eye. Aí o trem entrou na estação e não vi mais nada até emergir do metrô em Bloomsbury. Só fui ver o Parlamento num passeio à pé e, bom, passei em frente ao Big Ben e segui meu caminho.
E, finalmente, Portugal: parece o Brasil. Falarei mais sobre isso depois.
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