Madrid e Toledo
Assim que cheguei a Madri, j�� ajudei uma fam��lia portuguesa a encontrar o caminho para o Centro e desci o carrinho de beb�� de uma mulher. Quando fiz o check-in no hostel, o cara da recep����o me disse que "as Marinas" tinham me procurado. Eram as feanas que t��o em Southampton e marcaram de se encontrar comigo. Deixei as coisas e fui andar.
T��o logo visitei a Plaza Mayor e o Passeo del Prado, tive certeza que a cidade era bem menor que o esperado. Apesar de ser a maior cidade espanhola, havia poucas coisas a se fazer, ainda mais num feriado de Semana Santa. Voltei pro hostel e encontrei as Marinas. E mais um cara de Curitiba que tava indo pra Barcelona estudar.
�� noite ficamos no bar subterr��neo e, enquanto convers��vamos, duas brasileiras chegaram junto da gente. Divertid��ssimas, as duas tamb��m s��o da USP e est��o fazendo doutorado sandu��che ��� uma delas em Barcelona, a outra em Granada. Pouco depois chegou outra brasileira, uma paulistana radicada na Alemanha e que faz mestrado em hist��ria da arte em Berlim. Mais uns minutos e chegou outro brasileiro, um cara que foi passar uma semana de f��rias em Madri. Ah, e tinha a irm�� da doutoranda de Barcelona e uma professora do M��xico.
Sa��mos todos para a festa mexicana que tava acontecendo perto da Puerta del Sol. O lugar era p��ssimo e tocou at�� Carlitos Marron (Carlinhos Brown, para os ��ntimos), al��m de m��sica de balada. Muito medo dos mexicanos. Voltei pra dormir ��s tr��s porque n��o ag��entava mais e porque precisava acordar cedo no outro dia.
Mas foi que acordei ��s 11h e o pessoal j�� tinha sa��do. Acabei andando sozinho, como tinha programado. Fiz as visitas padr��o e resolvi pegar a fila do Reina Sofia. H�� muito, muito tempo tinha vontade de ver ao vivo "Guernica", o quadro mais conhecido do s��culo XX. Pintado por Picasso h�� setenta anos, mostra a destrui����o dessa cidade espanhola durante a Guerra Civil. Poucas vezes ver uma obra de arte foi t��o emocionante. Al��m disso, o Reina Sofia tamb��m tem uma s��rie de quadros de espanh��is como Mir�� e Dal��. Fraco. No fim da tarde, fui procurar uma exposi����o do Roy Lichtenstein num bairro da classe alta. Tudo fechado, incluindo a galeria de arte. Acabei desistindo de procurar a exposi����o do Escher, acontecendo em outro lugar da cidade.
No dia seguinte, plena sexta-feira santa, visitamos a Plaza de Toros, onde acontecem as touradas. E entramos no Pal��cio Real. Nenhum pal��cio tem gra��a depois de Versalhes. J�� disse isso? Bom, n��o tinha mais nada pra fazer pois estava tudo fechado! Comemos churros com chocolate. Bons, mas os brasileiros s��o melhores.
�� noite, ficamos conversando e esperando dar a hora das Marinas irem pro aeroporto. Elas foram dormir no Barajas pois pegariam um v��o ��s seis da manh��. Nesse momento minha garganta come��ou a doer... Ainda bem que n��o comprei o ingresso pra apresenta����o do Laurent Garnier! Uma p��ssima noite se anunciava. Como eu imaginei, dormi mal e acordei destru��do. Fiquei doente pela primeira vez desde que cheguei aqui e tenho quase certeza que a culpa �� dos ��caros daquelas camas.
Com febre, dor-de-cabe��a e dores pelo corpo, peguei o ��nibus pra Toledo. Pensei em desistir, mesmo j�� tendo comprado a passagem, mas as doutorandas s��o formadas em farm��cia e me receitaram drogas pesadas. Toledo fica na prov��ncia de Castilla - La Mancha, a mesma do Dom Quixote. N��o vi moinhos de vento, mas a cidade tinha faixas lembrando uns tantos anos do nascimento de Cervantes.
T��pico lugar medieval. J�� estou come��ando a enjoar disso... Ruelas, pr��dios, igrejas e turistas. Almo��amos pela pechincha de oito euros num restaurante asi��tico com direito a entrada, dois pratos e vinho. O servi��o era chin��s, com tudo que isso traz de ruim. Ia pedir pra gar��onete falar "paraguas", mas achei que ela escarraria no meu prato, como acontece com o Chandler naquele epis��dio de Friends. No dia anterior vi v��rios chineses brotando do ch��o na porta de um metr�� madrilenho quando come��ou a chuva. Eles falavam assim: "��palaguas!, ��palaguas!, ��palaguas!"
Subimos e descemos e demos voltas e voltas pela cidade, sempre sentindo o cheiro dos torrones e dos marzip��s t��picos da regi��o. �� noite, j�� me sentindo um pouco melhor, queria dormir mas fui for��ado a sair de balada. Dessa vez ir��amos a uma verdadeira festa com nativos, num clube que pegava das duas e meia ��s seis (segundo um cara do hostel). Prontos, abrimos a porta e... despencava um temporal. Voltamos e dormimos. Em resumo, Madri n��o tem nada de especial. �� uma bonita cidade grande cujo maior destaque s��o as cole����es dos museus Reina Sofia, Prado e Thyssen-Bornemisza.
3 comentários:
Se você tivesse marcado uma reunião com brasileiros não teria conseguido tantos srsrsrs!!!
Imagino a emoção ao ver Guernica, só o fato de ver nos livros de arte de mamãe já fico emocionada, lembro que a primeira vez que ela me contou a respeito e me mostrou arrepiei...
Hahahaha não quis passar por apuros como Chandler é?!?! srsrs
Vi o chocolatee e fiqueii morrendooo de vontade de experimentar!!! Realmente o churros do tio da mooca tem uma aparência bem melhor!!!
hm, meu filho tu ta esnobando madri? quem vc acha que é... paulistano.
olivia
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