11 dias pela Europa
Pra quem só quiser ver as fotos, elas estão onde sempre estão.
Iamsterdam
Depois de esperarmos no aeroporto de Madri durante umas seis horas, pegamos o vôo para Amsterdam. Chegamos lá à noite e vimos pela janela o porto de Rotterdam todo iluminado pouco antes de pousarmos. Passagem comprada, seguimos de trem para a estação Centraal, com dois "a" mesmo. Não foi tão difícil achar o hostel, mas já encontramos todos os bêbados possíveis pelo meio do caminho...
Na recepção, o cara nos diz "vocês podem fumar o que quiserem: cigarros, maconha... só não pode dentro do quarto". Ok. Subimos, deixamos as mochila e saímos pra visitar o Red Light District, uma das atrações turísticas bizarras da cidade. Vimos as meninas nas vitrines, comentamos sobre os ingleses gritando em todas as esquinas, junkies, gente vendendo "marijuana" e "coca". As ruas cheiravam a maconha e cerveja. Um inferno.
Dormi como uma pedra, mas a Marianne me disse que os espanhóis do quarto chegaram às cinco da manhã fazendo barulho. De qualquer maneira, eles acordaram às dez fazendo mais barulho ainda, pois dessa vez ouvi. Um deles se levantou com um baseado na boca... Juventude deslumbrada... Estava começando a pensar em explodir Amsterdam, mas resolvi dar à cidade uma última chance.
Durante o dia a capital holandesa ainda é um pouco estranha, mas sem tantos bêbados e com o cheiro de maconha restrito às portas dos cafés. Andamos, andamos, andamos... Todas as ruas são iguais: predinhos, canais, barcos, bicicletas. Aliás, muitas bicicletas. Acho que toda a população usa bicicleta pra fazer qualquer coisa.
Os holandeses são geralmente muito simpáticos e falam inglês com perfeição. Também, quem mais fala aquela língua bizarra deles? Fomos ao Museu Van Gogh, à casa da Anne Frank e, claro, demos uma olhada no ambiente dum café. Sim, é tudo aquilo: enfumaçado, várias pessoas conversando e fumando maconha como se fosse a coisa mais comum do planeta. No menu, várias origens e qualidades, todas invariavelmente caríssimas.
Comemos batata frita com maionese (um prato holandês que na verdade é belga) e achei a cidade muito bonita. O grande problema de Amsterdam é a imagem de liberdade extrema que se criou em torno dela. Com isso, excursões de jovens (e não tão jovens) de toda a Europa convergem pra lá pra beber, fumar e ficar loucos. Todo mundo muito deslumbrado. O engraçado é que a Holanda inteira é liberal, na Holanda inteira se pode fumar maconha... Por que só em Amsterdam tudo ficou bizarro? Enfim, é um lugar simpático.
Pegamos o trem pra Antuérpia, descobri que existe uma cidade chamada Den Helder e fui vendo a paisagem plana. A Holanda deve ser um dos países mais planos do mundo. Não tem nenhum morro, montanha, nada. A vista pela janela do trem vai longe. E ainda tá tudo abaixo do nível do mar, pronto a desaparecer no caso de uma mega enchente.
Cidade dos diamantes
A cidade tem vários nomes: Antwerpen, Antwerp, Anvers e, em português, Antuérpia. Não tem nada lá.
Capital da Europa
No trem fiquei olhando pela janela pra ver a mudança da língua. A Bélgica tem duas línguas oficiais: o flamengo e o francês. As estações continuavam todas com propagandas nessa língua estranha que parece holandês... De repente surgiu uma cidade grande com um bairro da luz vermelha ao estilo de Amsterdam e me perguntei que lugar era aquele. Então a placa da estação apareceu: "Bruxelles Nord". Já?
Depois de deixarmos a mochila no hostel, aprendemos uma coisa importante. A coisa é que todas as cidades européias (com exceção de Londres e Paris e, provavelmente, Berlim) são pequenas, por mais que sejam a capital do país ou a capital da Europa mesmo, como é o caso de Bruxelas. Centros compactos, poucos pontos realmente turísticos, dá pra fazer quase tudo a pé.
Isso significa que em poucas horas já tínhamos visitado as partes "importantes" da capital belga. Pegamos o metrô e fomos ver o Atomium, uma escultura gigante em forma de um átomo de ferro (!!!) no extremo oeste da cidade. Ainda era cedo. Pegamos o metrô novamente e fomos parar no extremo leste, na região onde estão os prédios administrativos da União Européia. Tiramos algumas fotos do Conselho, do Parlamento e das outras instituições (aprendemos sobre tudo isso numa matéria da faculdade), dormimos durante meia hora num parque e voltamos pro hostel. Ainda era cedo.
Saímos pra ver a cidade à noite e comemos num restaurante marroquino. O cara da porta ficou nos puxando e disse "que língua vocês falam?". Respondemos e ele então começou: "También posso hablar português!". Infelizmente era um dia de semana e não pudemos ir ao Fuse, uma das baladas mais conhecidas do planeta. Dormimos.
Cidade cenográfica
Pegamos o trem pra Bruges. O Leandro foi e disse que adorou. O amigo dele que tava em casa também. Todos os feanos também. Nós não. Eu e Marianne achamos a cidade falsa demais. Parece uma cidade cenográfica da Globo! Eu duvido que morem pessoas naquelas casas... Deve ser tudo de madeira, só com as fachadas.
É tudo perfeitinho, ruas de pedra, um riozinho, bicicletas, dois milhões de turistas (é a cidade mais turística da Bélgica), batata frita e restaurantes. Bonito demais pra mim. Outro destaque é a igreja onde fica uma ampola com o sangue de Cristo, seja lá o que aquele líquido vermelho e pastoso dentro do vidro for. Vários cristãos (e outros nem tanto) entram lá pra passar a mão. Um pouco enjoados de tudo isso, fomos gastar dinheiro na loja do Tintin e voltamos pra Bruxelas.
Outro aprendizado: a Bélgica não fala francês. Essa é a grande farsa. A língua de Voltaire só é usada em Bruxelas e em mais lugar NENHUM. Mas pelo menos toda a população fala francês e flamengo... No quarto, uma menina da Coréia me perguntou de onde eu era. Respondi e ela fez uma cara estranha. "Não ouviu", pensei. Repeti e ela declarou: "Brasil? Não conheço". Em choque, fui dormir.
Cidade moderna
No dia seguinte, ainda intoxicado pelo barroco de Bruges e agora sozinho (Marianne voltou pro Porto pra fazer uma prova), resolvi voltar pra Holanda. Comprei a passagem promocional caríssima para Rotterdam. Dez minutos antes da hora marcada pro trem sair, apareceu algo no monitor do tipo "não vai passar aqui". Sem saber o que fazer, fiquei olhando.
Faltando cinco minutos, começaram a anunciar que ele não passaria ali mesmo. Isso eu entendi. Depois diziam algo como "ele vai parar na Gare du Nord". Isso eu não entendi direito, mas segui minha intuição (e o pouco que entendi em francês do que anunciavam no alto-falante) e peguei o primeiro trem que ia pra tal Gare du Nord. Cheguei lá dois minutos antes do trem pra Amsterdam (e, conseqüentemente, Rotterdam) sair.
Pra quem não sabe, essa é a cidade onde originalmente queria fazer intercâmbio. Na verdade, minha primeira opção era Paris (que foi descartada porque não falo francês suficientemente bem) e a segunda era Rotterdam (que foi descartada porque achei que não conseguiria nota pra ficar em condições de concorrer). O Porto não era uma opção, enfim.
Quando estávamos indo de Amsterdam para Antuérpia eu fiquei olhando pela janela e vi alguns lugares legais que gostaria de visitar. Passamos dentro de Haia (Den Haag, The Hague), a cidade onde fica a Corte Internacional de Justiça. Também passamos por Roosendaal, a Holambra (aquela cidade do interior de São Paulo) original. E, claro, Rotterdam.
Foi um choque. A principal cidade da Holanda (economicamente falando), dona do maior porto da Europa, é completamente diferente. Ao sair da estação, dei de cara com uma espécie de Faria Lima: uma série de prédios altos, envidraçados, brilhantes. Tem alguma coisa errada... Ou não.
Rotterdam foi um dos lugares que mais sofreram durante a segunda guerra. Seu centro foi completamente destruído (com exceção de dois prédios) num bombardeio nazista e a cidade simplesmente desapareceu do mapa. Após o fim do conflito, começou a reconstrução. Arquitetos de todo o mundo inciaram projetos para a nova Rotterdam e lá se criou um campo de obras e de testes com as idéias da escola moderna de arquitetura holandesa, incluindo aí as famosas Cube Houses. O resultado foi o surgimento da cidade menos holandesa da Holanda.
Mas voltando à Faria Lima... Imagine uma São Paulo totalmente plana, com gente andando de bicicleta por todos lados, mais ou menos limpa, com bondes, árvores, uma grande rua de comércio com parelelepípedos vermelhos... Enfim, uma São Paulo quase perfeita. Tinha até uma feira livre aos moldes do Brasil, com barracas vendendo de legumes a roupas. Ah, uma das barracas era de um japonês fritando um quase-pastel. Ali só tinha imigrantes e turistas, mas pelo menos comprei uma Coca-Cola por um euro, o que é muito barato.
Dormi no parque, vi o museu com uma exposição de Le Corbusier, me abasteci com Stroopwafels (conto mais sobre isso depois) no mercado e voltei pra Bruxelas.
Voar, voar
Acordei cedo, perdi dois trens seguidos para o aeroporto e cheguei correndo pra fazer o check-in. Bruxelas - Londres - Zurique foi o caminho mais barato que encontrei pra chegar à Suíça. Pelo menos voaria de British Airways! Pela primeira vez numa empresa que não é low-cost... Nem acreditei quando me deram uma barra de cereais e um café durante a viagem. Os comissários nos recebiam com um "hello, dear".
O aeroporto Heatrow é o mais importante de Londres e o mais movimentado do mundo. Tão movimentado que ficamos dando voltas em cima da cidade (não deu pra ver muita coisa pois estava nublado) esperando na fila pra descer. Após o pouso, a escada que nos permitiria sair do avião deu problema. Mais dez minutos...
Não passei pela imigração pois ia simplesmente pegar um vôo de conexão, mas mesmo assim havia uma fila gigante no raio-x que levou bem uma meia hora. Muitos indianos, muitos indianos. Tirei o tênis, um simpático segurança veio dizendo "I also have to search you", passaram o detector de metais na minha calça dez vezes e me liberaram. Fui aprovado no teste anti-terrorismo da rainha.
Passeei pelo aeroporto durante três horas em meio a milhões de americanos esperando seus vôos pra Seattle, Chicago e vizinhas. E, claro, em meio aos indianos. Comprei um jornal e fiquei me divertindo com os sempre irônicos ingleses. Entrei no avião com mais uma dezena de judeus e duas horas depois estávamos no destino.
Cercado de Europa por todos os lados
Peguei um trenzinho dentro do aeroporto pra chegar ao outro prédio. O agente suíço olhou com desconfiança pra meu passaporte verde e perguntou o que eu tinha ido fazer ali. "É que eu estudo em Portugal e..." Isso foi suficiente. Página marcada com um carimbo escrito "Schweiz" (outras traduções: Suíça, Suisse, Svizzera) e pronto, estava liberado pra ir à cidade dos banqueiros. Logo no hall do aeroporto encontrei uns quinze brasileiros. Saquei francos suíços e ele é tão colorido quanto o real, mas as notas valem mais e são escritas em quatro línguas diferentes.
Andei durante dez minutos procurando o hostel até perceber que eu estava no lado errado de Zurique... Depois de me encontrar, fui andar. A maior cidade suíça é minúscula. Vi o lago, o rio, o maior relógio de igreja da Europa, o parque, uma das ruas mais caras do mundo (a Bahnhofstrasse, onde ficam as sedes do UBS e do Credit Suisse) e paguei seis euros no McDonald's.
A Suíça é cara, mas nem tanto. Ou pelo menos não tanto quanto eu imaginava. Digo, com exceção dos trens. Uma viagem que em Portugal eu pago dois euros, lá eu paguei quinze. É o preço do desenvolvimento. Ah, e comer também às vezes podia ser caro. Tipo um lanche natural mais um suco de laranja (brasileira) comprado no mercado que saem por uns dez reais. Ok, não é tão caro.
Zurique funciona até tarde. Restaurantes ficam abertos até as três (incluindo aí o restaurante italiano DEBAIXO do meu hostel, que ficou fazendo barulho até onde me lembro), bares... O dia seguinte amanheceu debaixo dum verdadeiro temporal de verão e quando melhorou, saí pra andar. Passei dentro da cozinha do italiano (sem querer) e passeei na garoa.
Vi os vitrais do Marc Chagall numa igreja, as ruas de comércio... Muitas lojas legais. Tênis que queria comprar por apenas sessenta euros. iPods cinqüenta euros mais baratos que no Porto... Uma maravilha! Pena que ali se fala alemão. Fui pra Lucerna num trem modernoso que falava três línguas.
Tipo o Rio
Lucerna me lembrou o Rio de Janeiro. Tem morros e um lago. Mas é mais segura, claro. Tá, não parece o Rio... Tem uma ponte de 1333 toda em madeira, mas ela pegou fogo em 1993. Aí reconstruíram. Basicamente é isso. O hostel ficava de frente para o lago (chamado "Lucerna") e era ótimo. Ganhei até um chocolate!
Diz a lenda que Deus iluminou o lugar onde Lucerna deveria ser construída e os primeiros habitantes seguiram a luz... É realmente um lugar bonito. Mas, como todas cidades suíças, não tinha mais nada.
Chegando à capital
Então fui pra Berna, a capital da Suíça e a cidade onde é feito o Toblerone. Teoricamente eu deveria pegar um trem até Olten e lá trocar por outro pra Berna. Olhei num monitor na estação e lá dizia, em alemão, que tava rolando algum problema em Olten. Eu não falo alemão, mas entendi isso. Peguei um trem que parecia ir direto pra Berna.
Chegando numa cidade desconhecida (era "z-alguma coisa-berg"), anunciaram, em alemão, algo importante. Entendi que era pra descer ali e pegar outro trem. Eu não falo alemão, mas entendi isso. Depois anunciaram em francês e me pareceu que era isso mesmo. Na plataforma, um passageiro me perguntou algo. Em alemão. Eu fiz algum grunhido que ele entendeu como "me desculpe, eu também não sei, mas acho que devemos esperar aqui pelo próximo trem". Eu não falo alemão. Surgiu um trem e todos saíram correndo pra ele. Eu também e, meia hora depois, cheguei a Berna.
Não esperava nada, mas a cidade é muito bonita. O rio que passa nela é de um azul inacreditável! Acho que jogam corante no alto da montanha pra que ele fique daquela cor... Tem uns ursos enjaulados pois eles são o símbolo da cidade (Bern, em alemão, significa urso) e eles não pareciam muito felizes.
O centro de Berna é patrimônio da humanidade pois não mudou desde vários séculos atrás. As calçadas são todas cobertas pelos prédios, formando o maior shopping a céu aberto da Europa. Até o Einstein morou ali durante um período muito importante da sua vida, quando criou a Teoria da Relatividade.
Chegando à cidade menos suíça
Já na parte francesa do país, estava num trem com centenas de militares. Pensei que estivéssemos indo para o Iraque... Um dos soldados ao meu lado tinha uma fitinha do Senhor do Bonfim... Vai entender.
Passei em Lausanne só pra deixar minha mochila e segui para Genebra (mais uma com vários nomes: Genève, Geneva, Genf). Talvez devido a quase metade da população não ser de lá, é a cidade menos suíça que visitei. Depois de caminhar em volta do lago Genebra (eles não são muito criativos mesmo), fui procurar a ONU. Andei durante meia hora sem encontrar e quando estava quase desistindo segui a rua "de la paix" ("da paz", que nome apropriado) vendo os prédios: Organização Mundial do Comércio, Unicef, Organização Mundial da Meteorologia (???), Cruz Vermelha e ela, a ONU.
Fui na porta e vi um japonês entrando. Resolvi segui-lo e descobri que era ali mesmo que se cadastrava para a visita guiada. Comecei a conversar com ele e descobri que ele era de Cingapura. Que coisa bizarra. E que ele tinha acabado de se formar em Oxford (num curso estranho cujo nome não me lembro) e que tinha uma amiga brasileira "que trabalha muito pra conseguir dinheiro". Contei pra ele que a Inglaterra é um pouquinho cara pra nós de Pindorama. Ele me perguntou se é fácil encontrar emprego em São Paulo e eu disse que é. Visitamos vários corredores e salas importantes, incluindo o lugar onde foi feita a única Assembléia Geral fora de Nova York. O cara de Cingapura depois foi pro jardim botânico e eu fui andar no centro.
Vi a casa onde o Rousseau nasceu e descobri que aquele era um ótimo dia pra se visitar Genebra. Além do sol, era dia da Fête de La Musique. Minha professora de francês sempre falava dessa "festa da música", que é muito comum na França. Havia vários palcos espalhados pela região, cada um com um estilo de música diferente. Tudo de graça. Também tinha bebida e comida, mas essas eram pagas. Vi um pouco e voltei pra Lausanne.
Capital olímpica
Lausanne é a capital olímpica, seja lá o que isso signifique. Lá fica o COI (Comitê Olímpico Internacional) e o Museu Olímpico (onde vi roupas, medalhas, tênis, tochas e milhares de turistas gregos gritando). Depois de ficar debaixo de sol na margem do rio Genebra, peguei um barco e fui pra Evian, na França.
É lá que é engarrafada a famosa água Evian, uma das únicas águas boas vendidas na Suíça. Todas as águas vêm com o chamativo "água dos alpes" no rótulo e são todas ruins. Menos, claro, a Evian. E a San Pellegrino. Enfim, cheguei na França. Andei por lá, tomei um sorvete caríssimo e voltei pra Suíça. Estava tão quente, mas tão quente, que estava com o rosto todo vermelho. Prometi comprar um protetor solar. Isso tomou o dia todo e fui pro hostel. Tinha um árabe no quarto que começou a rezar virado pra Meca. Achei que ele fosse explodir e dormi.
Roteiro jet-setter
Debaixo de chuva, andei pelo centro de Lausanne, o que ainda não tinha feito. Depois peguei o trem e fui pra "riviera suíça". Cheguei em Montreux, onde acontece o conhecido festival de jazz. Vi a estátua do Freddie Mercury, andei por longos minutos até o Castelo de Chillon e voltei. Próxima paragem: Vevey. A cidade onde fica a sede da Nestlé e onde foi inventado o chocolate era outra nos meus sonhos. Imaginava casas de creme e morangos, cheiro de doce no ar... Não é nada disso. É feia, na verdade, tirando a vista dos alpes. Fui na sede universal da fábrica de chocolates e voltei pra Lausanne, onde gastei o resto do dia chuvoso tomando café e lendo livros na Fnac.
Um resumo
A viagem foi muito boa. No fim das contas, gostei demais do pouco que vi na Holanda, um tantinho menos da Bélgica e não sei o que falar da Suíça. Sobre esse último, visitei as grandes cidades (tirando a Basiléia) e não fui naquela Suíça da nossa mente: trenzinhos subindo as montanhas geladas etc. Mesmo porque estava fazendo uns trinta graus... E pra subir nas montanhas é muito caro. No dia que fui a Evian, pensei em ir a Zermatt, uma cidade a três mil metros de altitude na subida para o monte Matterhorn, aquele que tá na embalagem do Toblerone. Custava setenta euros. É um belo país, mas voltarei um dia em grande estilo e com muito dinheiro.
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