quarta-feira, julho 18, 2007

Levante de Varsovia

Bizarro. Aqui na Polonia, eles usam s com cedilha. E acento agudo no z. Problemas linguisticos a parte, eles pelo menos tem algumas palavras derivadas do latim.

Todos os poloneses sao iguais. Tem a mesma cara e o mesmo porte! As mulheres sao o grande diferencial deste pacato pais. As tchecas eram feias, mas as polonesas.. Nunca vi um lugar assim! Melhor que isso, talvez soh em Minsk, na Bielorussia, que fica aqui do lado. Nunca estive tao perto do comunismo!!!

Eu falei que o pais eh pacato, mas todos sabem que a historia nao eh bem essa. Varsovia, a cidade onde estou, foi completamente destruida durante a 2a guerra mundial. A Polonia foi invadida pelos nazistas, dominada pelos russos e destruida pelos nazistas. (pelo menos Varsovia foi destruida)

O centro da cidade desapareceu e foi totalmente reconstruido como ele era antes da guerra. Acabou virando patrimonio mundial da humanidade, apesar de fake. Passeamos pelos parques e pelo bairro judeu, que foi retratado no filme "O Pianista". Claro que ele nao tem mais nada a ver com aquilo que foi mostrado na obra do Roman Polanski... Hoje eh uma grande Cohab com centenas de predios iguais: caixas cinza modernistas e feias. Tem ateh um ambiente meio hostil, mas sabemos que estamos protegidos por Joao Paulo II, um dos ilustres filhos do pais, e pelo Brasil. Vi inumeros poloneses usando camisas do Brasil e da selecao.

No setor filhos ilustres, alem do ex-Papa, a Polonia tambem conta com Frederic Chopin (cujo coracao foi trazido de Paris apos sua morte e depositado numa igreja daqui de Varsovia) e Marie Curie (a descobridora da radiacao, cuja casa fica aqui tambem).

Fui a um museu que fica onde foi a sede da Gestapo nos tempos nazistas. O predio foi destruido pelos soldados do Hitler (novidade...) e o que restou virou um local de exibicao. La dentro visitamos algumas celas, ouvimos historias e vimos fotos e objetos pessoais dos judeus que foram presos, torturados e mortos ali mesmo. Em certo momento, o seguranca veio falando com a gente: "Brazil?". Ja tinhamos dito que eramos de Pindorama, mas ele precisou confirmar para depois nos levar com ele a uma parede numa sala e dizer, ao apontar para um recorte de jornal dos anos 40: "Brazil! Sao Paulo!". Era uma noticia de um jornal paulistano mostrando os efeitos do inicio da destruicao provocada pelos alemaes na cidade.

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