Resumo do segundo dia
Fiz o mesmo caminho de ontem, do Quartier Latin até a Place de La Concorde, mas tirando fotos. Saí do hotel ao meio-dia e meia e cheguei de volta às 19h30. Andar daqui até a Torre Eiffel (na verdade, hoje efetivamente fui até lá) é um pouco cansativo e minhas pernas doíam um tanto. Para voltar, metrô.
Obviamente paguei cinco euros para patinar no gelo. Descobri que não é tão difícil e lembra a patinação sobre rodas (que é um sucesso de público em Paris), com a diferença do gelo ter um pouco menos de atrito que o solo. Não caí, mas vi tombos incríveis. Voltarei lá depois para tirar fotos à noite, quando a lotação atinge o ponto máximo.
Passei no Georges Pompidou e vi que eles não estão vendendo a Lomo LC-A, o que é uma pena. Só tinha uns outros três modelos, Milus de pelúcia (o cachorro do Tintin, 25 euros), chaveiros e esse tipo de coisa. A livraria é enorme, com livros de arte, design, pintura etc. Ah, vendiam uma camiseta escrito "love", que quando olhada no espelho aparece "hate". E o contrário também. Foi bom ter ido no último dia da exposição "Le movement des images", sobre fotografia, cinema e arte multimídia. Tinha também a exposição do Yves Klein, com vários quadros inteiramente azuis.
Comi um crepe de Nutella por dois euros.
Fiquei orgulhoso de mim mesmo ao entrar no McDonald's francês (uma rede de fast food daqui cujo nome esqueci, acho que é Quick) e pedir o lanche. A menina fez perguntas e eu entendi tudo. Foi muito emocionante. Ela inclusive disse que não tinha Coca-Cola, apenas suco. Pedi um de laranja, que era a única fruta que eu me lembrava o nome: orange (pronuncia-se "orânge"). Em seguida, a máquina de Coca (pronuncia-se "cocá") voltou a funcionar.
De qualquer maneira, oitenta por cento dos habitantes com quem eu falo ignoram meu francês e preferem usar inglês comigo. Provavelmente eles duvidam da minha capacidade ou têm certeza disso ao me ouvir falando a língua de Voltaire. Hoje relembrei que "pato" é "canard" quando um garoto andava com seu pai em volta duma fonte no Jardin des Tuileries e apontou para os patos dizendo "un petit canard!". Eu entendo perfeitamente bem as crianças e os guias de museus que-fa-lam-as-sim-bem-de-va-gar.
Por falar em Tuileries, fui atacado por animais voadores quando estava por lá. Eram muitos e algumas garotas começaram a gritar tanto que cheguei a me sentir no filme do Hitchcock. Acho que era a influência maligna da Place de La Concorde, onde aconteceram as execuções durante a Revolução. Provavelmente pisei onde a cabeça de Maria Antonieta rolou.
Não vi absolutamente nada demais na Champs-Elysées. Fora, é claro, a Adidas. E a mega-loja da Louis Vuitton. Não entrei em nenhuma das duas mas pretendo voltar na Adidas. Todo jovem aqui usa Adidas, Nike (aqueles modelos de skate, tipo Nike SB) ou All Star. Buenos Aires copiou Paris até na moda das ruas. As pessoas têm muito estilo, andam bem vestidas e (quase sempre) são bonitas. Vários cachecóis multi-coloridos.
2 comentários:
Ah...como queria ver o Elder dançando no gelo.
E Buenos Aires cópia?! O cara$%#@&!+!
=)
É impressionante como "animais voadores" amam as pessoas do nosso grupo!
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