domingo, fevereiro 04, 2007

Passeando em Southbank

Apesar do sol espetacular de ontem, o dia amanheceu nublado. Conheci um argentino no quarto, veja que perseguição. Combinamos de jantar. Fui até Westminster, tirei fotos do Parlamento e segui para Southbank. Andei até a Tate Modern vendo o movimento. Entrei no prédio e fiquei lá durante duas horas vendo os quadros e as crianças pintando. É muito bom. Peguei um ingresso pra andar de escorregador às 17h30.

Caminhando cheguei à prefeitura. Neste fim-de-semana ela estava toda aberta a visitação. Geralmente eles abrem as portas para a população, mas em alguns dias específicos você pode visitar áreas que normalmente são fechadas. Fui na cantina de lá pra comer um lanche natural e tomar um café caríssimos. Pelo menos é uma cantina politicamente correta: tudo é reciclável ou do terceiro mundo.

Subi até o último andar, de onde se tem ótimas vistas da cidade. O prédio foi projetado pelo Norman Foster e é muito bonito, todo de vidro pra demonstrar a "transparência" do governo.

Fui voltando pelo mesmo Queen's Walk e meus pés doíam muito. Nessa região se concentram várias opções de lazer para o londrino: Museu Dalí Universe, London Eye, National Theatre, feira de livros, artistas de rua, Shakespeare's Globe, restaurantes, HMS Belfast etc. etc. etc.

Sem vontade de esperar até as 17h30 pra andar no escorregador da Tate, fui pro British Museum. Dei uma olhada na Great Court (a maior praça coberta da Europa, com o teto projetado pelo mesmo Norman Foster) e andei rapidamente por algumas salas. Vi a Pedra de Rosetta enquanto pessoas tiravam fotos ao lado dela.

A lojinha do museu vende tudo imaginável relacionado à pedra: miniaturas, chaveiros, borrachas, camisetas etc. O British é incrível e voltarei com mais calma. Como em quase todos museus da cidade, a entrada é gratuita e eles pedem doações. Vi notas de 20 libras (80 reais) na caixa.

Fui tomar café no Starbucks em frente ao museu e ouvi Caetano Veloso e Mutantes no rádio. Aliás, tem um Starbucks em cada esquina e, se eu morasse aqui, seria minha ruína financeira. Oito reais por meio litro de café!

Encontrei o argentino e fomos ao Burger King. Me contou que faz geologia na Universidade de Buenos Aires. Achei indelicado perguntar onde era a casa dele... Se ele me respondesse que é em algum bairro bom eu me ofereceria para passar uma temporada em julho. Decidi acompanhá-lo numa caminhada noturna até a Tower Bridge. Senti medo em vielas e passagens subterrâneas, mas se os próprios londrinos andavam calmamente por ali com seus iPods, por que o temor?

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