Londres - dia 3
Como o céu estava limpo, fui até a London Eye pagar os 56 reais e apreciar a vista mais cara do planeta. O caixa que me atendeu tinha um crachá escrito Steven e deu-se o seguinte diálogo:
- Are you brazilian?
- Yes.
- Pô, véio, eu também.
- !!!
O Steven na verdade é Daniel, de Belo Horizonte, e desconfiou da minha origem ao ler meu nome no cartão de crédito. Enfim embarquei para o "vôo" (a British Airways, dona da roda gigante, prefere chamar assim) rapidamente. A volta completa leva 25 minutos e é bacana.
Depois fui na Trafalgar Square e na National Gallery, onde vi muitos quadros expressionistas, incluindo clássicos do Monet. Ao sair, o céu azul tinha dado lugar a muitas nuvens e frio. Esse é o clima imprevisível de Londres. Pulei de alegria no meio da rua comemorando que já tinha ido na London Eye e fui até o Palácio de Buckinghan.
Quando menos esperava, vários guardinhas ingleses apareceram numa esquina e começaram a marchar em direção ao palácio. Causaram um grande congestionamento e fizeram turistas correrem pra todos os lados. Furor.
A bandeira britânica estava hasteada e isso significa que Sua Majestade Elizabeth II estava em casa. Fiquei olhando mas ela não apareceu na janela e nem saiu pra dar uma volta de carro. Um pouco chateado com isso, voltei cabisbaixo pelo St. James Park e entrei no Cabinet War Rooms para ver como foi a vida de Churchill durante a Segunda Guerra.
Não foi uma vida fácil. Os corredores subterrâneos são pequenos e aquilo tudo deve ter tremido quando as bombas alemãs caíram sobre a cidade. Barulhos de sirenes nos alto-falantes do bunker tornaram minha experiência mais medonha.
Segui para a Abadia de Westminster e por alguns segundos fiquei tentado a não pagar as sete libras pra entrar. "É uma igreja", pensei. Trinta reais para visitá-la parecia muito, mas os seguintes fatos me levaram a mudar de idéia:
1. Os reis são coroados ali.
2. Os reis são velados ali.
3. Quando Beth morrer e o novo rei for coroado, poderei dizer "estive lá".
4. Elton John e a música que ele cantou pra Diana naquele lugar ressoavam na minha cabeça.
Entrei e achei interessante. Infelizmente não se pode tirar fotos, mas os chiques e famosos de sangue azul estão enterrados lá desde o ano mil, assim como a cadeira da coroação e as homenagens aos grandes escritores da Grã-Bretanha no Poet's Corner.
Fui pra Covent Garden, onde estão todas as lojas legais. Vi uma blusa muito bonita por 200 reais e desisti de gastar dinheiro. O metrô naquela estação tem elevador pois a plataforma está a 40 metros de profundidade!
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