Último dia (antes da próxima visita)
No último dia o argentino foi pra Manchester e eu, pra três museus. Antes passei na Harrod's, a loja mais brega do planeta. Tem um memorial a Diana e seu namorado (filho do dono da loja), detalhes dourados e muitas "luxury rooms". Na ala "masculina contemporânea" tinha algumas poucas marcas interessantes e tocava Yeah Yeah Yeahs. Praticamente vomitando, fui para o Albert & Victoria.
Esse museu é tipo uma coleção de curiosidades sobre decoração e moda. Fazem parte do acervo vasos de todos tipos, tapetes, roupas e, atualmente, o figurino da última turnê de Kylie Minogue. Bem dispensável.
Ao lado fica o Museu de História Natural, com dinossauros, animais empalhados, plantas exóticas e muitos botões coloridos pra serem apertados. Seu vizinho é o Museu de Ciência, com mais botões e várias invenções humanas como o computador Cray, uma calculadora mecânica gigante que resolve equações diferenciais, uma calculadora financeira feita com tubos d'água (provável ancestral da querida HP 12C), turbinas de avião, o primeiro trem a vapor...
Estavam os dois absolutamente lotados de excursões e crianças barulhentas. No A&V, alunos de artes (ou moda, ou medicina, sei lá) faziam anotações e desenhavam tudo que estava exposto.
Caminhei pelo Hyde Park, que é bem perto, e visitei o "Diana, Princes of Wales, Memorial Fountain". Em outras palavras: a fonte da princesa. É uma fonte circular onde a água fica escoando eternamente. Andei pelo Kensington Gardens e vi gelo na grama, além de muitas crianças jogando futebol. Olhei para o palácio homônimo que fica no jardim, onde Diana morou após a separação, e vi as lojas caras do bairro nobre.
Voltando para o West End, visitei novamente o British pra finalmente olhar com mais calma. Na minha opinião, ele e a Tate Modern são dois dos museus mais espetaculares que já visitei. O British é o ajuntamento de tudo que o Império Britânico roubou ao longo dos séculos, incluindo metade do Pathernon de Atenas. Esse, aliás, é o grande destaque do acervo e sempre está na mídia com os pedidos dos gregos para que as esculturas voltem para lá.
Tentei fazer mais uma incursão pelo mundo londrino das compras mas não fui feliz. Andando pela Regent St. cheguei ao Piccadilly Circus e me lembrei que não tinha tirado fotos ali. Voltei pro hostel, peguei a câmera (tinha deixado lá depois do British) e fiquei satisfeito ao ver que não havia nenhum hóspede novo no quarto.
Mais uma vez no metrô, peguei o jornal que contava ironicamente sobre a balada do príncipe Harry com a Madonna (ontem) e passei a achar que ele nunca pára em casa. Tirei as fotos e voltei pra ficar uma hora fazendo a mala que sequer tinha desfeito.
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