Paris em seis dias
Estou um pouco chateado por ir embora de Paris. A cidade é muito simpática, o metrô vai a qualquer lugar... Deve ser bom viver aqui. Dois mitos foram desfeitos:
1. Paris é a cidade mais bonita do Universo: não me abalo com esses superlativos. O Rio deveria ser a cidade mais bonita do Brasil e não me emocionei ao ficar de braços abertos sobre a Guanabara. Tampouco ao subir no alto da Torre Eiffel, em Paris. Ok, acho que não sei o que é bonito. Aliás, é bonito, mas não é nada incrível.E uns detalhes que percebi nesse tempo:
2. Os nativos são arrogantes e antipáticos: todos com quem conversei foram simpáticos e prestativos. Falavam inglês sem reclamar muito (e sem eu pedir) e aposto que adorariam conversar mais se meu nível de francês fosse além do básico. Talvez nem tanto, mas a idéia é essa.
1. Muitas, MUITAS excursões de petits énfants por todos os lados. Museus, ruas, prédios históricos... As crianças e suas professoras fazem parte da paisagem.Não deu tempo de fazer tudo o que queria e uma lista de coisas a visitar continua pendente. É bom porque assim tenho uma desculpa pra voltar. Malas prontas, vamos pra Inglaterra.
2. Feiras também são parte da paisagem. Aqui na Place Maubert tem uma duas vezes por semana. São como as brasileiras: vendem frutas, legumes, verduras, roupas e peixe.
3. Quiosques também são parte da paisagem. Em todas esquinas do Quartier Latin tem um, desses que vendem crepes e lanches na baguete.
4. Tabacs também são parte da paisagem. Tipo lojas de conveniência vendendo comida, bebida, cigarros, cartões telefônicos... Como os kioskos de Buenos Aires.
5. Todo mundo usa wifi em lanchonetes e cafés. Aqui ao lado do hotel tem um café cuja rede eu consigo achar com meu note. Numa ida ao McDonald's dá pra se ver umas quinze pessoas acessando a internet.
6. Restaurantes fixam o menu ao lado da porta, na parede exterior.
7. Como em Londres, forma-se fila ao lado direito da escada.
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