Quarto dia
Pela primeira vez senti mais frio dentro de um pr��dio do que fora. Foi no Panth��on, onde est��o enterrados os grandes nomes da Fran��a. Lu��s XV mandou construir uma igreja em homenagem a Sante Genevi��ve (Santa Genoveva?) pois ele se curou de uma doen��a mas, durante a Revolu����o Francesa, o pr��dio foi transformado num grande cemit��rio chique para corpos de valor. Voltaire, ��mile Zola, Rousseau, Braille, Victor Hugo, Marie Curie e Saint Exup��ry (do "Pequeno Pr��ncipe") est��o todos homenageados ali.
Sa�� na rua e senti o calor de 7 graus, ��timo para uma caminhada at�� a Shakespeare & Co. Essa livraria �� a mais legal do mundo. J�� tinha ouvido falar sobre ela, mas a primeira vez que a vi foi no filme "Depois do P��r-do-Sol", dirigido pelo Richard Linklater. Como no cinema, os livros se amontoam por todos os lados e existem camas no segundo andar. Um gato preto dormia numa delas. Quis roubar tudo que via por l��, mas tive de me conter pois n��o tenho espa��o na mala.
Entrei num restaurante ao lado dela, onde comi um penne por 17 euros. �� noite jantei por 20 euros. Total do dia: 102 reais em comida.
Fui at�� o Institut du Monde Arabe apenas para ver o pr��dio, que �� realmente t��o bonito quanto nas fotos. A lateral �� toda de vidro com detalhes tradicionais em janelas de madeira daquela regi��o. Os buracos nos vidros abrem e fecham para permitir a entrada de luz.
J�� estou me tornando expert no metr�� parisiense. �� muito f��cil de usar e voc�� s�� precisa escolher entre as dez maneiras para de ir de uma esta����o �� outra. Com ele cheguei no Trocad��ro, onde me senti no filme "Os sonhadores", do Bertolucci. Paris �� muito cinematogr��fica.
Ali ficava a Cinemateca Francesa, que se mudou para um pr��dio modernoso ao sul da capital. O pr��dio antigo, chamado Palais de Chaillot, �� usado agora pelo Museu do Cinema. Os turistas ficam na Place de Varsovie, em frente, dividindo o espa��o com parisienses andando de patins e neg��es vendendo miniaturas da Torre Eiffel. A vista dali para a Torre �� conhecid��ssima.
Chegando l�� embaixo, aos p��s da Torre, peguei a fila que foi razoavelmente r��pida. O elevador �� muito claustrof��bico e n��o p��ra de subir nunca. A primeira etapa nem �� t��o amedrontadora, mas do segundo para o terceiro andar pega-se um outro elevador, menor, que leva segundos que parecem minutos at�� chegar �� altura de 276 metros. As pessoas come��am a rir nervosamente nesse ponto da visita. L��, a vista vai longe e �� poss��vel ver todos os pontos da cidade. Infelizmente estava nublado. Milh��es de brasileiros por todos os lados.
Como hoje o Louvre fica aberto at�� mais tarde, decidi visit��-lo. Paguei seis euros e ningu��m pediu meu ingresso em nenhum momento. Em outras palavras, poderia ter entrado de gra��a. Sa�� correndo para ver Monalisa, claro. Abaixo, o tamanho aproximado do quadro, que fiz segundo minhas anota����es mentais:
Na verdade ela �� um pouco maior. Parece ser do tamanho de um papel A3. H�� um grosso vidro entre ela e os mortais, mais uma barreira de madeira e mais uma fita de isolamento. Al��m de tr��s seguran��as. Foi, assim, decepcionante. Vi tamb��m Nike, a deusa grega da vit��ria, que fica no alto de uma escadaria (ela pode ser vista de relance no v��deo do post abaixo, tirado do filme "Bande �� Part", do Godard, pois Paris �� muito cinematogr��fica) e "A Liberdade guiando o povo", do Delacroix.
Andei por apenas uma parte do museu e acho que levaria anos at�� ver todas as obras. Muitas das salas t��m sua pr��pria hist��ria, como uma em que o conselho municipal se reunia durante a constru����o da prefeitura.
Voltando para o hotel, vi uma loja da H��agen-Dazs no Boulevard Saint Michel que vende fondue feito com o sorvete da marca. Prometo experiment��-lo antes de sair da cidade.
As fotos de hoje (e as de ontem, e as do outro dia) est��o no mesmo ��lbum.
Nenhum comentário:
Postar um comentário