quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Château de Versailles

Construído por Luís XIV, o Rei Sol, o palácio de Versalhes é muito grande. Mostra, com seu tamanho, todo o poder do rei mais forte do Antigo Regime. Lá viveram também Luís XV, Luís XVI e Maria Antonieta, entre outros.

O ingresso para o palácio é caro (13,50 euros), mas vale a pena, principalmente se você, como eu, tem interesse em história. Ia comprar o passaporte, que dá direito a entrar também nos Trianon, mas a mulher da bilheteria disse que não poderia vender pois pela previsão deles as pessoas gastam duas horas e meia no palácio e eu chegaria na outra parte com os prédios fechados. (sim, o diálogo foi todo em francês) Ainda bem que não gastei dinheiro, pois o resto pareceu meio sem graça.

Havia dois milhões de brasileiros lá e mais uns cinco milhões de japoneses gritando por todos os lados. Alguns tinham máquinas caras e outros usavam aquelas lentes pra jogo de futebol. Profissionais, os japoneses.

Entrando no palácio você recebe um fone de ouvido para ouvir o guia em uma dezena de línguas (sem português, claro) e assim conhecer mais do que aconteceu ali. Pode-se andar por apenas uma pequena parte das salas, mas entre elas estão as principais: o teatro, o Salão dos Espelhos e os quartos do rei e da rainha. Andei pelos lugares pensando "aqui foi encenado 'O Avarento' quando Molière era vivo", "aqui foi assinado o tratado que deu fim à Primeira Guerra"...

Os jardins do palácio são enormes. Luís XIV queria dar a impressão de um espaço infinito e aparentemente conseguiu. Depois de muito andar (pode-se também alugar um carrinho de golfe) cheguei ao Grand Trianon. Olhei e fui para o Petit Trianon. Mais algumas fotos e fui ver atrás dele o lugar onde Maria Antonieta brincava de sonhos campestres com seus filhos e amiguinhos. Muito bom.

Comi uma baguete e tomei um chocolate para me sentir francês. O cara do quiosque vendia várias coisas, inclusive vinho quente. Praticamente uma quermesse!

Ao voltar, um provável pickpocket ("batedor de carteiras", para os íntimos) me abordou mas eu simplesmente não entendi o que ele dizia. Ele chegou até mim e resmungou qualquer coisa. Eu disse "o quê?" e ele resmungou mais uma vez. Falei "não estou entendendo" e ele foi embora. Talvez não fosse um pickpocket, mas enfim. Já o tinha percebido na calçada e fiquei prestando atenção. Muito estranho.

O RER parou na plataforma e ficou assim durante uns dez minutos pois havia problemas na estação Musée d'Orsay. Um brasileiro vinha perguntar o que estava acontecendo e como ele poderia ir até Bellevile. Não agüentava mais a presença dele pois só dizia as mesmas coisas o tempo todo, que morou em Londres três anos, que não fala francês... Peguei o metrô e ele veio junto, mas desceu três paradas depois. Ufa.

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