quarta-feira, maio 16, 2007

Espanha marca

A Espanha sempre está no meio do caminho entre Portugal e algum outro país, então fiquei por lá mais uns dias. Fui a Zaragoza visitar o Rafael, da FEA, e tive o prazer de observar os Alpes Suíços durante o vôo. Milão fica pertinho da Suíça. Ao chegar, vi a cidade toda lá de cima e um grande deserto em volta. Quando saí do avião, a certeza: uma lufada de ar quente me disse "está fazendo trinta e seis graus".

A Marianne já estava na casa dele, vinda de Londres, e ficamos conversando até o anoitecer, quando saímos pra conhecer as baladas do nordeste espanhol. Depois de visitarmos dois bares (sendo um deles um típico "bar de chupitos", que vende shots de bebidas desconhecidas por preços irrisórios), fomos pra uma balada propriamente dita onde encontramos mais três feanos. A cidade é tão pequena que só se anda à pé.

Acordei e visitei tudo que tinha pra visitar em aproximadamente uma hora e meia. Isso me deu tempo para ficar sentado indefinidamente vendo o movimento e também para quase perder o óculos novamente. Comprei minha passagem pra Madri e lá vamos nós!

A capital espanhola me pareceu bem mais legal desta vez. Talvez porque não era Semana Santa e as coisas não estavam todas fechadas. Rapidamente fui enfrentar excursões de japoneses e visitei o Museo del Prado, que tinha ficado da minha outra visita. Agora já me sinto íntimo de Madri e fico andando por suas ruas como se soubesse onde estou. Cheguei bem no fim-de-semana da festa de San Isidro, o padroeiro da cidade. Isso significa que existiam vários eventos gratuitos, incluindo a apresentação do balé da Lituânia num palco montado no meio do lago do Parque del Buen Retiro.

Fui lá e fiquei vendo o ensaio até que decidi andar e... encontrei a Marianne. Nós não tínhamos marcado nada e ela tinha chegado à cidade no dia anterior. É o destino. Fomos ao Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, e demos uma olhada na sede da Telefônica. À noite, descobrimos as maravilhas do Museo del Jamon.

O Museo não é um museu, e sim uma lanchonete que vende coisas à base de jamon. Presunto. Compramos um bocadillo, que é um pão com presunto, por um preço ridículo. Depois percebemos que se pedíssimos uma "caña" (cerveja) e um "chiquito" (bocadillo pequeno), seria mais ridículo ainda pois viria mais comida e o preço seria relativamente menor.

No domingo encontrei forças pra visitar Segóvia, que muitos dizem ser uma cidade linda. Pois é... Mais um desencanto. A cidade não tem nada demais e, particularmente, no quesito "cidades próximas a Madri", gostei mais de Toledo. Vimos o aqueduto romano e voltamos a tempo tomar sol numa praça e de encontrar a Flávia e o Gabriel pra sairmos andando pelas ruas.

Segunda de manhã foi dia e hora de pegar o avião de volta pro Porto. Encontramos centenas de brasileiros da Brasup voltando do Marrocos, o que não foi necessariamente bom. Pelo menos ficamos sabendo que uma das meninas foi quase trocada por três mil camelos e duas casas em Marrakesh. Não sei se isso é muito, mas com certeza é alguma coisa. Deprimidos, chegamos a Portugal.

Nenhum comentário: